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Qual a diferença entre defeito, falha e pane?

O sucesso de uma indústria está atrelado, dentre outros fatores, ao desempenho de suas máquinas e equipamentos. Por esse motivo, é necessário que os líderes da companhia implementem soluções para que o maquinário opere de forma adequada. Para que essas soluções sejam efetivas, porém, os responsáveis por elas devem entender as diferenças entre defeito, falha e pane.

Isso acontece porque cada um desses problemas demanda um tipo diferente de resposta. De modo que, sem uma identificação precisa, a solução da indústria pode ser ineficaz. O que obviamente é prejudicial para seus níveis de produtividade.

Considerando esses fatos, optamos por desenvolver este artigo para ajudar você na identificação desses problemas. Leia nosso conteúdo e descubra as principais diferenças entre defeito, falha e pane!

Entenda a diferença entre defeito, falha e pane

Embora existam muitas maneiras para se diferenciar os defeitos, as falhas e as panes, o ideal é contar com um padrão confiável, que já se provou eficaz ao longo dos anos. Esse cuidado é importante para garantir que a resposta, entregue ao erro apurado, de fato seja eficaz.

Por esse motivo, vamos diferenciar os defeitos das falhas e das panes com base na NBR 5462 da ABNT. Acompanhe!

Defeito

Segundo a NBR 5462, os defeitos podem ser descritos como desvios da operação de um item em relação ao seu projeto original. Isso significa que, se algum fator levar uma máquina a operar de maneira menos eficiente, ele pode ser considerado um defeito.

Digamos, por exemplo, que um pequeno problema em uma esteira transportadora faça com que o equipamento comece a vibrar, e a emitir ruídos, além do que era esperado. Nesse caso, os técnicos responsáveis pelo serviço de manutenção podem alegar que a esteira em questão tem um defeito.

É importante ressaltar, porém, que, embora o defeito obviamente seja um problema, ela não vai impedir um equipamento de operar. O que significa que esse evento não vai necessariamente impactar a operação industrial.

Falha

Ainda segundo a BBR 5462, da ABNT, a falha pode ser descrita como a perda total da capacidade de operação de uma máquina. Isso significa que, quando esse evento ocorre, o maquinário deixa de funcionar, o que obviamente impacta a operação industrial.

Por exemplo, se o aumento de vibrações, citado no exemplo anterior fizesse com que outras peças da esteira transportadora, como as suas engrenagens, se desalinhassem, isso poderia fazer com que algum componente importante do sistema de transmissão se quebrasse devido ao aumento de atritos. Acarretando um evento com o potencial de impedir a esteira transportadora em questão de funcionar.

Pane

Diferentemente do defeito e da falha, a NBR 5462 define a pane como um estado, e não como um evento. Segundo a ABNT, a pane é um estado em que máquinas e equipamentos industriais não têm capacidade de funcionar.

No exemplo anterior, a falha, acarretada pelo defeito que aumentava as vibrações, criou o estado de pane, em que a esteira transportadora se tornou incapaz de funcionar.

Embora nos exemplos utilizados a pane tenha sido causada por um defeito que evoluiu para uma falha, nem sempre esses fatores estão interligados. Afinal, uma série de circunstâncias pode levar um equipamento a sofrer falhas ou panes.

Por exemplo, se o erro de um colaborador ou uma queda de luz fizer com que um equipamento perca a sua fonte de energia, o equipamento em questão vai entrar em estado de pane e deixar de funcionar.

Impactos dessas diferenças sobre os processos de manutenção

Compreender as principais diferenças entre defeito, falha e pane é fundamental, pois essas diferenças impactam diretamente as atividades dos técnicos de manutenção da companhia.

Frente a um defeito, por exemplo, em que o funcionamento da máquina apresenta um desvio, mas ela continua operacional, a implementação da manutenção preventiva tende a ser uma solução eficaz. Afinal, ao realizá-la, o time de técnicos é capaz de resolver o problema em questão antes que ele se torne mais sério.

Agora, quando a máquina em questão apresenta uma falha ou entra em estado de pane, a solução é a manutenção corretiva. Isso porque, ao resolver o problema, esse tipo de manutenção faz com que a máquina volte a operar.

Uma vez que resolver o problema antes que ele se torne mais grave, e evolua para uma falha, costuma ser mais barato e eficiente, é interessante para muitas indústrias tornar os seus processos de monitoramento e manutenção ainda mais eficientes, isso por meio da chamada manutenção preditiva.

Como fazer a análise de defeito, falha e pane

A análise de defeito, falha e pane consiste em um conjunto de métodos para avaliar o problema e criar soluções tanto para resolvê-lo quanto para impedir que ele aconteça novamente.

Continue a leitura e entenda como realizar esse processo!

Identifique a causa

Em primeiro lugar, o time de técnicos precisa identificar a causa do problema, seja ele um defeito, falha ou pane.

Uma vez que esse processo é realizado, os profissionais precisam estudar o problema e identificar cada uma de suas características. Além disso, eles precisam definir o nível de criticidade do problema, para saber o quanto de prioridade ele deve receber em relação a outros problemas.

Crie hipóteses

Uma vez que o problema e o seu nível de importância são devidamente identificados, o time de manutenção precisa criar hipóteses para entender os motivos que o causaram. Esse cuidado é necessário para impedir que erro se repita.

Execução de testes

Nessa etapa o time de técnicos deve realizar uma série de testes para verificar se as teorias propostas de fato explicam a ocorrência das quebras e defeitos.

Análise  de mecanismos de defesa

Nesse momento, a eficiência dos mecanismos de defesa, como os procedimentos elaborados para impedir que essas situações ocorram deve ser testada, para que soluções que os tornem mais eficientes sejam implementadas.

Elabore soluções

Por fim, depois que as hipóteses são testadas e comprovadas, e que os mecanismos de segurança para impedir o erro são verificados, cabe ao time de manutenção a tarefa de elaborar processos de manutenção para prevenir o erro, e, quando isso não for possível, resolvê-lo antes que se torne mais grave.

Em um cenário altamente competitivo, indústrias de todos os portes e áreas de atuação precisam otimizar sua operação. Um feito que exige profissionais capacitados e ferramentas próprias para a identificação de defeitos, falhas e panes.

corrida entre empresários - diferencial competitivo

Sem esse cuidado, dificilmente uma companhia será capaz de usar plenamente seu potencial produtivo. O que, ao longo do tempo, tende a fazer com que ela perca espaço e relevância.

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