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Qual a diferença entre defeito, falha e pane?

O sucesso de uma indústria está atrelado, dentre outros fatores, ao desempenho de suas máquinas e equipamentos. Por esse motivo, é necessário que os líderes da companhia implementem soluções para que o maquinário opere de forma adequada. Para que essas soluções sejam efetivas, porém, os responsáveis por elas devem entender as diferenças entre defeito, falha e pane.

Isso acontece porque cada um desses problemas demanda um tipo diferente de resposta. De modo que, sem uma identificação precisa, a solução da indústria pode ser ineficaz. O que obviamente é prejudicial para seus níveis de produtividade, além de reduzir bastante a lucratividade da empresa ao diminuir o retorno sobre o capital investido na operação.

Considerando esses fatores, optamos por desenvolver este artigo para ajudar você na identificação desses problemas. Ao ler o texto, você entenderá a diferença entre os três conceitos. Verá quais são suas causas e os impactos causados no setor de manutenção. Por fim, saberá quais são os passos para tratar os erros e as ações necessárias para evitar esse tipo de problema.

Leia nosso conteúdo agora mesmo e descubra as principais diferenças entre defeito, falha e pane!

Entenda a diferença entre defeito, falha e pane

Embora existam muitas maneiras para se diferenciar os defeitos, as falhas e as panes, o ideal é contar com um padrão confiável, que já se provou eficaz ao longo dos anos. Esse cuidado é importante para garantir que a resposta entregue ao erro apurado seja de fato eficaz.

Por esse motivo, vamos diferenciar os defeitos das falhas e das panes com base na NBR 5462 da ABNT. Acompanhe.

Defeito

Segundo a NBR 5462, os defeitos podem ser descritos como desvios da operação de um item em relação ao seu projeto original. Isso significa que, se algum fator levar uma máquina a operar de maneira menos eficiente, ele pode ser considerado um defeito.

Digamos, por exemplo, que um pequeno problema em uma esteira transportadora faça com que o equipamento comece a vibrar e a emitir ruídos além do que era esperado. Nesse caso, os técnicos responsáveis pelo serviço de manutenção podem alegar que a esteira em questão tem um defeito.

Porém, é importante ressaltar que embora o defeito obviamente seja um problema, ela não vai impedir um equipamento de operar. O que significa que esse evento não vai necessariamente impactar a operação industrial.

Falha

Ainda segundo a NBR 5462, da ABNT, a falha pode ser descrita como a perda total da capacidade de operação de uma máquina. Isso significa que, quando esse evento ocorre, o maquinário deixa de funcionar, o que obviamente impacta toda a operação industrial por conta de uma parada não programada nos processos produtivos.

Por exemplo, se o aumento de vibrações citado no exemplo anterior fizesse com que outras peças da esteira transportadora (como as suas engrenagens) se desalinhassem, isso poderia fazer com que algum componente importante do sistema de transmissão se quebrasse devido ao aumento de atritos. Isso acarretaria um evento com o potencial de impedir a esteira transportadora em questão de funcionar.

Pane

Diferentemente do defeito e da falha, a NBR 5462 define a pane como um estado, e não como um evento. Segundo a ABNT, a pane é um estado em que máquinas e equipamentos industriais não têm capacidade de funcionar.

No exemplo anterior, a falha acarretada pelo defeito que aumentava as vibrações, criou o estado de pane no qual a esteira transportadora se tornou incapaz de funcionar.

Embora nos exemplos utilizados a pane tenha sido causada por um defeito que evoluiu para uma falha, nem sempre esses fatores estão interligados. Afinal, uma série de circunstâncias pode levar um equipamento a sofrer falhas ou panes.

Por exemplo: se o erro de um colaborador ou uma queda de luz fizer com que um equipamento perca a sua fonte de energia, o equipamento em questão entrará em estado de pane e certamente deixará de funcionar.

Causas e consequências dos defeitos, falhas e panes

Uma causa bastante comum na ocorrência de defeitos, falhas e panes é justamente a falta de manutenção. Existe ainda o caso de manutenções mal feitas, sem o planejamento adequado. Tudo isso causa sobrecarga no parque fabril, condenando inevitavelmente a futuros problemas.

Além disso, pode haver também um planejamento insuficiente de produção, prevendo uma fabricação além da prevista na capacidade produtiva do parque de máquinas. Isso causa um desgaste prematuro de todo o maquinário e leva a ocorrência de defeitos.

Logicamente, o impacto principal em uma indústria é de caráter financeiro. Somam-se dois prejuízos, na verdade: o primeiro deles é relacionado ao custo de manutenção, principalmente quando é corretiva. O segundo ponto está ligado ao tempo de máquina parada, que reduz a produção e causa queda no faturamento da companhia.

Impactos dessas ocorrências sobre os processos de manutenção

Compreender as principais diferenças entre defeito, falha e pane é fundamental, pois essas ocorrências impactam diretamente nas atividades dos técnicos de manutenção da companhia.

Frente a um defeito, por exemplo, em que o funcionamento da máquina apresenta um desvio (mas ela continua operacional), a implementação da manutenção preventiva tende a ser uma solução eficaz. Afinal, ao realizá-la, o time de técnicos é capaz de resolver o problema em questão antes que ele se torne mais sério.

Agora, quando a máquina em questão apresenta uma falha ou entra em estado de pane, a solução é a manutenção corretiva. Isso porque, ao resolver o problema, esse tipo de manutenção faz com que a máquina volte a operar.

Uma vez que resolver o problema antes que ele se torne mais grave e evolua para uma falha costuma ser mais barato e eficiente, é interessante para muitas indústrias tornar os seus processos de monitoramento e manutenção ainda mais eficientes, isso por meio da chamada manutenção preditiva.

Fazendo a análise de defeito, falha e pane

A análise de defeito, falha e pane consiste em um conjunto de métodos para avaliar o problema e criar soluções tanto para resolvê-lo quanto para impedir que ele aconteça novamente. Continue a leitura e entenda como realizar esse processo!

Identifique a causa

Em primeiro lugar, o time de técnicos precisa identificar a causa do problema, seja ele um defeito, falha ou pane. Uma vez que esse processo é realizado, os profissionais precisam estudar o problema e identificar cada uma de suas características.

Além disso, eles precisam definir o nível de criticidade do problema, para saber o quanto de prioridade ele deve receber em relação a outros problemas. Algumas intercorrências causam paralisação da produção e, logicamente, devem ser atendidas em caráter de prioridade.

Crie hipóteses

Uma vez que o problema e o seu nível de importância são devidamente identificados, o time de manutenção precisa criar hipóteses para entender os motivos que o causaram. Esse cuidado é necessário para impedir que erro se repita.

Como é bem-sabido em uma planta industrial, o nível de repetitividade de uma ocorrência denotará o quanto ela tem a capacidade de drenar recursos da organização. Para evitar que isso ocorra, deve ser feito um estudo de caso e tratar a questão de modo a evitar novas repetições.

Execução de testes

Nessa etapa o time de técnicos deve realizar uma série de testes para verificar se as teorias propostas de fato explicam a ocorrência das quebras e defeitos. O objetivo desse trabalho é identificar a causa raiz do problema e eliminá-lo de fato.

Quanto antes essa causa for identificada, mais rápido o problema é eliminado da linha de produção. De fato, esse deve ser o objetivo da equipe de manutenção, pois ocorrências repetidas levam tempo de trabalho útil e custam caro. Portanto, o melhor a fazer é encontrar a solução definitiva para o problema.

Análise de mecanismos de defesa

Nesse momento, a eficiência dos mecanismos de defesa como os procedimentos elaborados para impedir que essas situações ocorram deve ser testada. Assim, será possível encontrar soluções que os tornem mais eficientes para serem implementadas.

Em último grau, esses mecanismos de defesa servem como barreira primeira no tratamento de problemas relacionados à parada da produção industrial. Eles são muito bem-vindos, pois ajudam a contornar intercorrências relacionadas a defeitos, falhas e panes em geral.

Elabore soluções

Por fim, depois que as hipóteses são testadas e comprovadas, e que os mecanismos de segurança para impedir o erro são verificados, cabe ao time de manutenção a tarefa de elaborar processos de manutenção para prevenir o erro.

Vale lembrar que quando isso não for possível, é necessário resolver o problema antes que se torne mais grave. Assim que essa etapa for concluída, um novo estudo investigativo deve ser feito para encontrar as causas do problema e tratá-lo antes que ele possa ocorrer novamente.

Ações para evitar intercorrências

Algumas medidas podem (e devem) ser tomadas para evitar problemas com a quebra de máquinas. Uma delas é fazer um bom planejamento de manutenção industrial, focado principalmente em medidas preventivas e preditivas, pois assim é possível evitar a correção de problemas que custam muito mais caro.

Outro ponto fundamental na condução de bons trabalhos é investir na capacitação da equipe. Quanto mais bem treinados estiverem os funcionários, melhor será o desempenho financeiro da planta industrial. Por fim, é altamente recomendável contar com uma rede de profissionais especializados para darem suporte para as máquinas sempre que possível.

Em um cenário altamente competitivo, indústrias de todos os portes e áreas de atuação precisam otimizar sua operação. Um feito que exige profissionais capacitados e ferramentas próprias para a identificação de qualquer defeito, falha e pane. Sem esse cuidado, dificilmente uma companhia será capaz de usar plenamente seu potencial produtivo. O que, ao longo do tempo, tende a fazer com que ela perca espaço e relevância dentro de um mercado extremamente disputado.

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