diferencial competitivo

Como criar um diferencial competitivo na indústria? Venha descobrir aqui!

Se você já acompanhou grandes competições esportivas, como as olimpíadas ou a Copa do Mundo, deve saber que, ainda que todos os times ou países tenham se classificado para os torneios, não são todos que têm chances reais de ganhar, não é mesmo? Algumas equipes têm diferencial competitivo, enquanto outras, nem tanto.

É claro que o mundo dos esportes é surpreendente e os favoritos podem decepcionar, como o Brasil nas últimas copas, mas raramente os azarões vencem os torneios. Isso ocorre porque o favoritismo não acontece por acaso.

Jornalistas, analistas e pessoas que entendem daquele mercado (no caso desse exemplo, o esportivo) avaliam cada detalhe para definir quem tem chances de vencer e quem está lá apenas para participar.

Agora, e se as empresas fossem times, será que dava para mensurar o diferencial competitivo delas? A resposta é sim! Vamos entender mais sobre esse assunto?

O que é diferencial competitivo?

De um modo bem didático, podemos definir o diferencial competitivo como alguma característica que dá a uma empresa vantagens sobre os seus concorrentes. Pode ser a sua infraestrutura, a sua relação com o mercado, o seu método logístico etc.

Quando uma marca alcança esse tipo de diferencial, ela tem vantagem no mercado. Em alguns casos, isso significa que ela consegue vender mais a um custo menor que os concorrentes. É claro que isso varia muito de mercado para mercado.

Alguns são muito competitivos e esse tipo de diferencial muda constantemente. Por exemplo: qual seria o diferencial competitivo da Globo no mercado de televisão? A programação dessa emissora obedece a um rígido cronograma que fez com que as pessoas se acostumassem com os programas.

Então, o hábito do consumidor se tornou um diferencial competitivo dessa marca. Essa empresa também se especializou na produção de novelas. A qualidade de um determinado produto é um diferencial competitivo — e assim por diante.

Agora, como um negócio pode iniciar a busca por uma característica que o diferencie dos demais?

Estudo constante do mercado

O primeiro ponto é estudando o mercado no qual se está inserido. Em relação à indústria, é preciso estar atento aos números dos resultados do setor, divulgados pelos governos, agências de análise, associações etc.

Isso dá uma noção de como o segmento tem passado os últimos meses e quais os desafios que ele terá pela frente. Em alguns casos, vale a pena criar projeções de mercado. Elas indicam os caminhos que a empresa deve cruzar para evitar prejuízos que, em algumas situações, obrigam o negócio a buscar pela inovação.

Avaliação dos concorrentes

A análise de concorrência é parte fundamental de qualquer plano de negócios, mas, depois de criada a empresa, muitos empreendedores abandonam esse tipo de pesquisa — e isso é um erro.

É comum que algumas marcas obriguem os seus concorrentes a inovarem. Isso ocorre por uma mudança na forma de fazer negócios, pela utilização de um processo mais eficiente, novas ações de marketing etc.

Não há nada de errado com isso. O problema acontece quando a empresa é pega de surpresa e não tem tempo para traçar uma ação para reverter os prejuízos causados pela inovação alheia.

A forma mais simples de evitar esses prejuízos é analisar, constantemente, os seus concorrentes. O departamento de marketing pode absorver essa missão, pois é o setor que mais se beneficiará desse tipo de análise.

Avaliação dos processos internos

Nem sempre o diferencial competitivo da empresa é algo que surge para impressionar clientes ou concorrentes. É comum que esse diferencial seja uma nova forma de trabalhar, em alguns casos, mudando processos internos.

A modernização de processos é sempre uma oportunidade de ganhar eficiência — esse ganho, por si só, já é um diferencial e tanto. Para conseguir aplicar essas mudanças, o industrial precisa mapear todos os seus processos. Existem empresas que só se atentam aos processos mais evidentes, como a compra de matéria-prima, produção e venda.

Contudo, entre essas etapas existem outras que devem ser mapeadas. Depois, é preciso mensurar a eficiência de cada uma delas. Essa tarefa fica mais fácil quando os gestores sabem o que deve ser medido — sendo assim, verifique uma forma de avaliar a eficácia do processo, como medindo o volume de retrabalho, consumo de energia etc.

Feita a avaliação, é hora de buscar uma forma de aperfeiçoá-lo — e aí que mora a grande chance de ganhar um diferencial no mercado. Como fazer a empresa produzir de forma mais eficiente, usando os recursos de maneira mais inteligente? Quando a indústria consegue responder essa pergunta, o resultado é a inovação!

Investimento em inovação

A palavra é essa mesma: “investimento”. Afinal de contas, a empresa busca retorno sobre esse capital que será aplicado no negócio. Por isso, os empresários não podem ser muito reticentes em relação ao investimento em inovação, pois ele garante a sobrevivência do negócio.

Veja o caso das empresas varejistas que já estavam investindo no mercado digital e, de repente, se viram obrigadas a fechar lojas por causa da pandemia. Esses negócios conseguiram se adaptar rapidamente ao novo cenário. Já as empresas mais tradicionais tiveram que fazer essas mudanças apressadamente, pagando muito mais caro para se atualizarem.

A inovação precisa ser um tema recorrente nas reuniões empresariais, independentemente da situação do negócio.

Estudo dos fracassos

Voltando ao exemplo inicial deste artigo, quando um atleta falha, ele não pode simplesmente desistir. Ele precisa avaliar as razões do erro e corrigir, por meio de um treinamento, a falha.

No mundo dos negócios é a mesma coisa. Se um lançamento deu errado, se o volume de reclamações cresceu ou se a empresa enfrentou um trimestre difícil, é hora de estudar esses resultados e iniciar um processo de avaliação interna. Reconhecer os próprios erros é fundamental.

Buscar um diferencial competitivo pode não ser uma tarefa simples, já que ela exige que o empresário veja o seu negócio com outro olhar — às vezes, um olhar mais crítico, inclusive.

Todavia, quanto antes a marca faz essa análise, corrige erros e busca se adaptar ao futuro, mais rápido ela se recupera e passa a se destacar no mercado e ter diferencial competitivo. É isso que torna diferentes os favoritos da torcida daqueles que só estão em campo para participar do jogo.

O que será que os seus colegas pensam sobre esse tema? Compartilhe este artigo com eles e aumente o alcance dessa conversa!

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