Esteiras transportadoras de metal ou de plástico: qual a melhor opção para a indústria alimentícia?

As esteiras transportadora com lonas de metal e de plástico tem características específicas que atendem à necessidade de cada tipo de transporte de alimentos. Para escolher o modelo ideal é fundamental conhecer profundamente o funcionamento da linha de produção e a demanda industrial.

Nas indústrias alimentícias a esteira transportadora é um equipamento crítico, pois uma falha grave que atinja seu freio contra recuo ou o motoredutor, por exemplo, pode paralisar ou atrasar a operação e gerar graves prejuízos.

Em meio à transição para a indústria 4.0, que atinge todos os setores industriais, o setor alimentício segue também investindo em automação e buscando formas de tornar a produção mais eficiente e ao mesmo tempo atender aos padrões sanitários globais.

Para evitar sustos na operação industrial temos duas recomendações importantes:

  1. investir em um plano de manutenção preventiva para o maquinário de toda a planta
  2. escolher criteriosamente equipamentos que sejam de fato compatíveis com a operação e atendam às necessidades

Você pode ler sobre os benefícios da implantação de um programa de manutenção industrial preventiva neste artigo: Por que sua empresa não pode ficar sem um programa de manutenção? 

Qual a melhor opção?

Neste artigo trataremos sobre duas opções para o material da lona da correia da esteira transportadora: metal e plástico.

O termo metal será utilizado para designar aço inoxidável, alumínio ou outra matéria prima metálica e o termo plástico para polímeros como o PVC ou PU. Vale lembrar que além do material da esteira, a configuração ainda pode variar de acordo com a abertura e o tipo de malha, existência de motorização, dentro outros.

Lonas de correias transportadoras de plástico e metal são ótimas opções para a indústria de processamento de alimentos, mas por razões muito diferentes. O que torna um modelo perfeito para uma aplicação pode torná-lo uma má escolha para outro tipo de operação.

Para garantir a segurança da sua operação, nível de disponibilidade e eficiência é primordial que a escolha pelo modelo seja feita após análise das peculiaridades de cada linha de produção.

Os dois modelos de lona serão avaliados quanto:

  • Segurança sanitária
  • Processo de higienização
  • Temperatura
  • Resistência a atrito e impacto
  • Resistência a agentes químicos
  • Manutenção
  • Versatilidade

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Segurança sanitária

Em aplicações que lidam com produtos alimentícios, é essencial executar uma operação de acordo com os parâmetros estabelecidos pelos órgãos controladores, como a Agência Nacional de Segurança Sanitária (Anvisa).

Embora as correias de plástico possam ser fáceis de limpar, elas também são suscetíveis a mais arranhões e rachaduras do que as de metal. Quaisquer perfurações na superfície podem servir de espaço para entrada de microrganismos nocivos, o que torna a correia não adequada para uso em aplicações alimentares.

Considerando este aspecto, as correias metálicas podem ser a escolha mais higiênica.

esteira transportadora

Higienização

A capacidade de um equipamento ter a presença de microrganismos facilmente reduzida a níveis aceitáveis é fundamental para manter o nível de segurança sanitária no processamento de alimentos.

Nas correias metálicas é incomum a ocorrência de desgastes que comprometa sua estrutura, como arranhões onde os microrganismos possam se alojar, mas, por outro lado elas podem ser propensas ao acúmulo de contaminantes ao longo do tempo. Já as correias plásticas, normalmente, possuem um acabamento que limita a adesão do biofilme à sua superfície.

É importante realizar uma limpeza regular, conforme requisitado para cada operação, mas o tipo de correia utilizada ajuda a manter no nível mínimo o acúmulo de germes entre as limpezas.

 Temperatura

Considerando trabalhos realizados em temperaturas severas, como em fornos e freezers, as correias metálicas levam vantagem por suportar mudanças bruscas de temperatura sem danificação, tornando-os aptos para aplicações em operações de panificação, carnes e pescados.

esteira transportadora de metal

Resistência a atrito e impacto

Para aplicações em que o atrito entre o material transportado e a correia precisa ser mínimo, como no transporte de produtos sensíveis como chocolates, as correias de plástico saem na frente porque reduzem o atrito e o desgaste.

Mais um ponto positivo para o plástico é o fato de que ele pode absorver mais carga de impacto sem se deformar ao longo do tempo. Em uma operação em que o risco de impacto é maior, o uso de correias plásticas aumentará a vida útil não só da esteira, mas também dos componentes periféricos, como as engrenagens.

Resistência a agentes químicos

A resistência a agentes químicos é um item que colocam os dois materiais na mesma posição: tanto as correias de metal quanto as de plástico são atualmente projetadas para serem extremamente resistentes a agentes químicos como corantes, estabilizantes, emulsificantes e até fluidos provenientes de corte.

Manutenção

As correias de plástico, por ser mais leves e muitas vezes apresentar design por módulos facilitam a realização de reparos periódicos e monitoramento do seu funcionamento.

Quando o funcionamento, nível de desgaste dos tapetes, vibração e temperatura não são monitorados podem acontecer falhas relacionadas ao desvio da correia e até ruptura de emenda, no caso de correias não metálicas.

 Versatilidade

Para linhas de produção que tenha curvas com raio pequeno e layout em formato espiral, a flexibilidade do material é fundamental. Nesta análise, os dois modelos são ótimos para operações de giro apertado por oferecer liberdade no projeto da operação de transporte.

Então, qual modelo de esteira transportadora escolher?

Os benefícios de ambos os tipos de cinto estão claros, mas na prática a utilização de cada um depende das necessidades específicas da operação. Uma correia utilizada no processamento ovos, por exemplo, pode não ser a mais adequada para transporte de cereais, sementes ou produtos desidratados.

Conhecer detalhadamente o tamanho, potencial e necessidades da planta, avaliar as opções existentes no mercado e optar pelo equipamento que irá potencializar a produtividade é uma das várias tarefas do comprador da indústria alimentícia.

Esperamos ter auxiliado ao informar variáveis importantes que não podem ser ignoradas no processo de escolha pelo melhor modelo.

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