manutenção autônoma

O que é manutenção autônoma? Entenda quais são os 8 pilares que constituem esse serviço

Você sabe o que é manutenção autônoma? Não se preocupe se você não souber. A princípio, é preciso entender que esse método faz parte dos 8 pilares da TPM (Manutenção Produtiva Total). Ou seja, etapas para que o programa possa ser implementado de forma consistente e sólida em sua empresa.

Assim, a manutenção produtiva total tem dois objetivos principais: eliminar perdas geradas ao longo das atividades e processos e melhorar de forma contínua os processos produtivos da indústria. Essas perdas são geradas por vários fatores, como quebra devida a falha do equipamento, pequenas paradas e operação em vazio, redução da velocidade de operação, defeitos de qualidade e retrabalhos, perdas de rendimento, entre outros.

Enfim, agora que entendemos isso, vamos aprofundar um pouco mais no conceito e nos pilares que constituem a manutenção autônoma? Continue a leitura deste artigo para saber mais!

O que é manutenção autônoma?

Manutenção autônoma ou Jishu Hozen (significado em japonês) é um serviço que tem como objetivo capacitar os operadores de uma empresa. Assim, com essa capacitação, eles se tornam aptos a promover mudanças em todo o ambiente de trabalho, gerando maior produtividade em seus processos e atividades rotineiras. Dessa forma, o operador se torna responsável pelo seu equipamento e por toda limpeza relacionada a ele.

Porém, para que você tenha maior eficiência em sua manutenção autônoma, é importante oferecer treinamentos e acompanhamentos com profissionais especializados para que, assim, os seus funcionários fiquem altamente capacitados para desempenhar esse serviço.

Como ela se diferencia da manutenção planejada?

Uma das dúvidas que surgem ao falar em manutenção autônoma é a relação dela com a manutenção planejada. Na verdade, a metodologia autônoma é algo fundamental para que sejam estabelecidas e mantidas as condições básicas de todos os equipamentos e ferramentas, reduzindo os desgastes e falhas. Sendo assim, ela é a base para organizar a planejada.

A manutenção planejada, por sua vez, visa manter e até mesmo melhorar as condições iniciais dos equipamentos de um processo produtivo, com o menor custo possível, para garantir o bom funcionamento da linha de produção por mais tempo.

Esse tipo de manutenção pode ser preventiva, que é baseada em checagens e inspeções periódicas, ou preditiva, que leva em conta as condições dos equipamentos. As principais vantagens desse processo são:

  • redução do tempo de paradas não planejadas;
  • permite planejar a manutenção nas máquinas para ser feita quando elas não precisarem ser usadas;
  • maior controle de falhas e desgaste de componentes.

Como esses conceitos se complementam?

A manutenção autônoma nada mais é do que uma base para implantar a manutenção planejada no dia-a-dia das empresas, possibilitando que a equipe de manutenção possa focar em eliminar as causas de falhas e paradas na produção.

Além disso, a combinação desses dois conceitos permite prolongar o tempo de vida útil das máquinas, eliminando a necessidade de reparos repentinos e otimizando o uso dos recursos humanos e materiais. Tudo isso é possível ao atribuir novas responsabilidades aos trabalhadores, que passam a estar mais próximos da realidade rotineira da produção.

Quais são as etapas da manutenção autônoma?

Como já falamos no início deste artigo, esse serviço está dividido em 8 pilares ou etapas. Assim, para que esse processo seja aplicado de forma eficiente em sua empresa, é importante que você siga em sequência todas essas fases — é imprescindível começar na primeira e terminar na oitava.

Só assim os seus colaboradores assimilarão e aplicarão todos os conceitos de forma correta em sua operação. Portanto, veja quais são as 8 etapas:

1. limpeza inicial;

2. eliminação das fontes de sujeiras e locais de difícil acesso;

3. elaboração de normas de limpeza, inspeção e lubrificação;

4. padronização das atividades da manutenção autônoma;

5. desenvolvimento das habilidades de inspeção-geral;

6. condução da manutenção autônoma;

7. organização e administração da área de trabalho;

8. empenho para o gerenciamento autônomo.

Entretanto, não se preocupe com esses passos ainda. No decorrer deste artigo falaremos detalhadamente sobre cada um deles.

Quais são as vantagens da manutenção autônoma?

O objetivo principal da manutenção autônoma é dar mais responsabilidade aos operadores e permitir que eles façam os ajustes e consertos necessários nos equipamentos. Nos programas de manutenção convencionais, as máquinas trabalham até que haja uma falha ou que ela atinja a data de reparos. Com isso, o departamento de manutenção é o responsável por solucionar o problema.

No entanto, manutenção autônoma permite que os próprios operadores dos equipamentos realizem esses trabalhos mais simples, como lubrificação, limpeza, aperto e inspeção dos parafusos, evitando paradas e reagindo de forma rápida na ocorrência de algum problema.

Como esse processo dá aos trabalhadores muito mais responsabilidade, é fundamental que seja fornecido um bom treinamento, bem como algumas modificações nos equipamentos para facilitar a manutenção e limpeza. Tudo isso aumenta o nível de entendimento dos operadores e os ajuda a compreender melhor o funcionamento do maquinário.

Quais os princípios para a implementação da manutenção autônoma nas operações?

Para a implementação da manutenção autônoma é utilizado o princípio dos “8s”. Cada um deles têm um significado específico. Veja:

  • seiri (utilização): não ter nada além do necessário em sua área de trabalho, ou seja, descartar o que for desnecessário;
  • seiton (organização): manter o local organizado;
  • seiso (limpeza): manter o local de trabalho limpo;
  • seiketsu (padronização): estabelecer padrões de trabalho e a manutenção do que foi melhorado;
  • shitsuke (disciplina): manter a autodisciplina e o compromisso conectado com as suas responsabilidades;
  • shido (capacitação e treinamento): buscar o desenvolvimento da capacitação profissional dos colaboradores;
  • seison (eliminar desperdícios): identificar e eliminar os desperdícios;
  • shikari yaro (determinação): atuar na realização das atividades com determinação e união.

Fica claro, assim, que os 8’s trabalham com organização e limpeza na área de trabalho.

8 pilares da manutenção autônoma

Confira agora quais são os 8 pilares que compõem a manutenção autônoma.

1º pilar — limpeza inicial

A limpeza inicial consiste em entender que efetuar limpezas e inspeções em equipamentos industriais é muito mais do que apenas passar um pano. São objetivos dessa etapa:

  • eliminar toda a sujeira e escombros e prevenir a deterioração acelerada;
  • identificar os problemas ocultos que tornam-se aparentes pela limpeza e corrigi-los;
  • familiarizar-se com o equipamento e sensibilizar-se com suas necessidades;
  • aprender a debater problemas em grupo;
  • aprender as habilidades de liderança;
  • desenvolver o espírito de equipe.

2º pilar — eliminação das fontes de sujeiras e locais de difícil acesso

Melhorar a limpeza dos equipamentos por meio de inspeções rotineiras faz com que a equipe aprenda a efetuar melhorias contínuas na operação. Assim, a partir disso, há uma melhoria nas condições e na disponibilidade dos equipamentos. A segunda etapa visa:

  • eliminar sujeiras e produtos contaminantes;
  • aumentar o grau de confiabilidade da máquina;
  • analisar e definir em grupo as melhorias para eliminar as causas das sujeiras;
  • sentir satisfação na implantação das melhorias.

3º pilar — elaboração de normas de limpeza, inspeção e lubrificação

O objetivo aqui é otimizar atividades que são denominadas como primordiais para a aplicação da manutenção autônoma. Nessa etapa, os objetivos são:

  • reduzir o tempo necessário para limpeza, lubrificação e inspeção de máquinas;
  • melhorar a aplicação da manutenção por meio das melhorias contínuas desses processos;
  • administração e gestão feita de forma transparente por meio de inspeções e controles visuais;
  • sentir satisfação na implantação das melhorias.

4º pilar — padronizar as atividades da manutenção autônoma

Os operadores devem elaborar e revisar os seus próprios procedimentos e definir quais são as suas decisões sobre a manutenção. Para tanto, é necessário:

  • preservar a deterioração por meio do controle dos níveis de limpeza, lubrificação e aperto dos parafusos;
  • estudar as funções básicas e a estrutura das máquinas;
  • detectar a importância do trabalho em equipe para todo o processo, avaliando de forma individual o papel de cada um;
  • padronizar procedimentos relacionados a serviços de limpeza, lubrificação e inspeção.

5º pilar — desenvolver habilidades de inspeção-geral

Os colaboradores aprendem a administrar as máquinas e os equipamentos com base em instruções. Portanto, a partir disso, é possível melhorar a forma como a manutenção é aplicada e avaliar qual foi o seu nível de desempenho em relação à prestação desse serviço. As prioridades do 5º pilar são:

  • realizar procedimentos simples para lubrificação e inspeção;
  • aprender a identificar condições de desempenho dos equipamentos;
  • fazer a inspeção geral do equipamento com o propósito de detectar peças danificadas;
  • trabalhar conjuntamente do pessoal da manutenção, a fim de desenvolver e aprender habilidades sobre o tema e prevenir possíveis desgastes;
  • modificar o equipamento para facilitar a inspeção e a manutenção;
  • desenvolver espírito em equipe, aprendendo com as pessoas mais experientes.

6º pilar — conduzir a manutenção autônoma

Os colaboradores são avaliados em relação aos seus conhecimentos e atuação nas inspeções. Os objetivos principais desta etapa são:

  • aumentar a disponibilidade e confiabilidade operacional;
  • reconhecer quais são as anormalidades da operação e quais ações corretivas são apropriadas para solucionar tais problemas;
  • utilizar com eficiência os check lists e procedimentos padrões;
  • elaborar o seu próprio check list de forma autônoma.

7º pilar — organizar e administrar a área de trabalho

Essa etapa busca organizar toda a área de trabalho, a partir da padronização de normas e controles. Portanto, o 7º pilar visa:

  • facilitar a administração e o controle da manutenção, a partir de sistemas de controles visuais;
  • padronizar a estocagem de matérias primas, produtos, peças de reserva, ferramentas etc.;
  • assegurar mais produtividade, qualidade e segurança por meio da padronização dos procedimentos da organização;
  • elevar os padrões e assegurar que os eles sejam executados e respeitados.

8º pilar — empenhar para o gerenciamento autônomo

Na última etapa, as atividades dos funcionários são monitoradas para que, assim, elas sejam adaptadas e conectadas com as metas e os objetivos da indústria. Com isso, surgem os seguintes objetivos:

  • aplicar reparos simples na operação;
  • aprender a registrar e analisar de forma eficiente os dados das máquinas e dos equipamentos;
  • melhorar continuamente todo o processo, para que a empresa consiga alcançar todos os seus objetivos;
  • melhorar a disponibilidade, confiabilidade e operacionalidade das máquinas, por meio da coleta a análise dos dados.

A importância de contar com bons fornecedores

Nem sempre as indústrias têm alguém especializado e disponível para assumir as funções de manutenção e limpeza dos equipamento. Por isso, contar com o apoio de uma empresa competente é muito importante para realizar o planejamento e os procedimentos.

Ao contratar um serviço de manutenção para os seus equipamentos você garante o fluxo da produção contra qualquer imprevisto, além de ter um cronograma de manutenção eficaz. Esse tipo de cuidado resulta em economia de custos, aumento de produtividade e dinamismo na hora de solucionar problemas.

Em conclusão, vimos que com a implementação de todas as etapas da manutenção autônoma é possível melhorar diversos índices de operação dos seus equipamentos. Dessa forma, utilizar a TPM em sua operação faz com que você consiga melhorar de forma contínua todos os seus processos produtivos.

Assim, outro método que pode ser utilizado para melhorar os seus resultados industriais são as inspeções regulares em sua operação, feitas a partir da manutenção preventiva. Além disso, os resultados finais são otimizados, pois com a redução da aplicação de manutenções corretivas, as fábricas conseguem, consequentemente, reduzir custos relacionados a esse processo.

Em suma, os principais custos que podem ser evitados estão relacionados às máquinas paradas, atrasos na entrega de mercadorias, custos da manutenção corretiva, entre outros. Portanto, ter uma rotina de manutenção autônoma e inspeções em sua operação reduz a necessidade de efetuar procedimentos corretivos no processo.

Se você gostou deste artigo e quer saber mais sobre soluções para os processos produtivos da sua empresa, confira como reduzir os gargalos na produção!

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