Esta imagem não é realista, é um desenho, onde mostra um homem com barbas preenchendo uma prancheta amarela e ao lado dele há uma máquina industrial desenhada na cor azul. Imagem utilizada para o artigo sobre manutenção corretiva

Manutenção corretiva: O que é? Como utilizá-la? Entenda!

O serviço de manutenção é utilizado com o intuito de manter atividades, processos, máquinas e equipamentos em seu perfeito estado de funcionamento.

Assim, dentre todos os tipos de manutenções industriais existentes, as principais são as manutenções:

Neste artigo nós falaremos sobre a manutenção corretiva, serviço que busca a recuperação de máquinas que já se encontram em estado de falha, o que lhe confere grande importância nas operações.

Portanto, como essa manutenção dificilmente será eliminada, pois sempre há algum problema durante a operação, vamos falar um pouco mais sobre ela?

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Acompanhe este artigo e entenda tudo a respeito da manutenção corretiva!

Conceito de manutenção corretiva

Como o próprio nome já diz, a manutenção corretiva é utilizada para corrigir problemas conforme eles surgem em um determinado ambiente.

Ou seja, se você tem um problema de falha ou quebra em sua operação que está relacionado a um redutor de velocidade, essa manutenção deve ser aplicada para que seja feita a recuperação da eficiência deste produto.

Portanto, ela tem o objetivo de restaurar as condições originais do produto, fazendo com que ele se torne novamente apto e ideal para a operação.

Dentre todas as manutenções, a corretiva foi a primeira a aparecer nas indústrias. Como não havia nenhum tipo de tecnologia wi-fi, monitoramento de ativos ou mesmo internet na época, a única maneira para encontrar e analisar falhas era quando elas de fato ocorriam.

Porém, mesmo hoje já com todas essas tecnologias disponíveis no mercado, ela ainda continua sendo muito utilizada pelas indústrias e isso vai de encontro com a necessidade de criar planos e estratégias de manutenção para a utilização das manutenções preventivas e preditivas, para que assim você saiba o estágio de desgaste de cada componentes da máquina e seu tempo de vida.

Assim, como ainda há muitas organizações que não possuem ou não desejam fazer essa gestão, realizar a manutenção corretiva continua muito presente nos mais variados tipos de indústrias do mundo.

Exemplos de manutenção corretiva

A teoria é fundamental, mas observar determinadas atividades na prática é o melhor modo de compreendê-las.

Para exemplificar a manutenção corretiva, basta criar um cenário fictício em que um equipamento vital para a operação apresenta defeito. A atividade de efetuar seu conserto pode ser considerada uma manutenção corretiva.

Digamos, por exemplo, que um elevador em plena operação deixa de funcionar. Assim, o conjunto de técnicas utilizadas para que ele volte a funcionar é uma manutenção corretiva.

Caso existam pessoas em seu interior, tal manutenção deve ser considerada de urgência.

Em outro cenário, podemos imaginar que uma peça vital para o funcionamento de uma máquina quebrou. Logo, os procedimentos utilizados para trocá-la por uma peça nova também são considerados manutenção corretiva.

Para resumir, sempre que um objeto quebra durante a sua operação, seus reparos serão considerados uma manutenção corretiva.

Tipos de manutenção corretiva

Hoje em dia há diversas tecnologias que nos ajudam a mensurar o estágio de determinada peça ou máquina.

Assim como as manutenções preventivas e preditivas, a corretiva também sofreu diversas alterações desde que começou a ser utilizada.

Portanto, uma das melhorias proporcionadas por todo esse avanço é que já não é mais necessário esperar a quebra do equipamento para que esse serviço seja aplicado.

Existem diversos indicadores que nos geram as mais variadas respostas em relação à nossa produtividade operacional.

Com base nisso, esse serviço pode ser utilizado quando há:

  • Queda da produtividade da operação;
  • Sinais de falha iminente;
  • Vibrações e ruídos diferentes do que as máquinas costumam fazer.

Assim, surgem dois tipos de manutenções corretivas:

  • Planejada;
  • Não planejada.

A diferença entre esses dois tipos é que uma é executada após a falha potencial (quando há falha, mas os equipamentos continuam em funcionamento) e a outra após a falha funcional (quando a operação para por completo).

Vamos entender a seguir um pouco mais sobre esses dois tipos:

Manutenção corretiva planejada

Este tipo de manutenção pode ser planejada quando há queda de desempenho dos equipamentos, vibrações diferentes ou quando há sinais de falhas e desgastes.

Assim, nesse caso é possível agendar esta manutenção, pois o equipamento não apresenta riscos de segurança para os trabalhadores ou para o meio ambiente.

Porém, é importante ter atenção em relação à queda do desempenho dos equipamentos, pois em alguns casos os equipamentos podem gerar falhas e quebras na operação.

Vale ressaltar que todas as decisões relacionadas a este serviço é pautada por dados, testes e inspeções. Assim, caso a gerência opte pela quebra do equipamento é porque essa era a alternativa que geraria melhor custo-benefício para a operação.

Um bom exemplo para a aplicação da manutenção corretiva planejada é quando você possui produtos reservas ou peças de reposição em sua operação.

Ou seja, se um equipamento apresentar uma falha funcional e parar, a sua produção não será penalizada, pois o equipamento reserva entrará em ação.

Assim, é possível analisar o melhor dia e horário para que seja feita a manutenção do equipamento quebrado, sem que haja maiores impactos em sua operação.

Manutenção corretiva não planejada

A manutenção não planejada é a clássica, é quando o processo, máquina ou equipamento para por completo e você deve aplicá-la de forma emergencial para a resolução deste problema.

Este tipo de manutenção deve ser evitada pois ela traz muito prejuízo para a operação, visto que todo o processo ficará parado até que o serviço seja realizado.

Assim, empresas que possuem rotinas e planos de manutenção bem estruturados resolvem rapidamente qualquer problema que possa ocorrer na operação, evitando que a operação pare por completo.

Porém, a realidade no Brasil é que mais de 70% das indústrias atuam apenas com a manutenção corretiva não planejada.

Outro fato presente nas indústrias, é que as pessoas que aplicam este serviço se esquecem de investigar quais foram os reais motivos para que o redutor ou motorredutor apresentasse tal falha. Essa informação é extremamente valiosa, visto que com a análise correta desses dados é possível evitar que novas falhas ocorram.

Apesar de enfatizarmos que ela ocorre quando há falha nos equipamentos, esse tipo de manutenção pode ocorrer também quando há:

  • Acidentes;
  • Problemas relacionados ao meio ambiente;
  • Problemas que comprometam a qualidade do produto final.

Como já dissemos ao longo do artigo, esse tipo de manutenção é a que sai mais cara para a empresa, pois ninguém esperava que ela ocorresse, até mesmo pela falta de um plano de manutenção.

Veja abaixo alguns exemplos gerais em que a corretiva não planejada deve ser aplicada:

  • Necessidade de trocar o pneu de um carro após problemas na viagem;
  • Substituição de componentes de redutores e motoredutores, por quebras ou má lubrificação;
  • Superaquecimento do motor elétrico, dentre outros.

Vantagens e desvantagens da manutenção corretiva

A manutenção corretiva traz vantagens e desvantagens para a empresa ou indústria.

Uma desvantagem é que ela gera muitas despesas para a companhia, caso seja feita de forma não planejada.

Imagine toda a sua produção parar por causa de uma pane em seus equipamentos?

Além disso, você gasta com ociosidade dos trabalhadores, atrasos para entrega dos produtos, etc. É uma verdadeira bola de neve!

Portanto, quer ter mais resultados e lucros?

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Tente trabalhar com as manutenções preventivas e preditivas junto com a corretiva. Assim você diminuirá a probabilidade de falhas em seus equipamentos e terá um planejamento de ação mais detalhado para cada peça.

Mas, não há apenas desvantagens para aplicação deste tipo de manutenção! Além de ser um serviço muito importante para uma operação, ela possui diversas vantagens para a indústria, como:

  • Maior disponibilidade da planta;
  • Melhor utilização dos equipamentos e das máquinas da sua fábrica;
  • Maior segurança em relação à confiabilidade da máquina;
  • Acesso a informações importantes sobre a máquina, como períodos para substituição de determinada peça.

Quando fazer manutenção corretiva

Ela pode ser aplicada em todos os tipos de máquinas, mas recomendamos a utilização em equipamentos cuja queda de desempenho não gere problemas de segurança para as pessoas e o meio ambiente, e que não afete a produtividade da companhia.

Porém, tenha em mente que se houver algum tipo de problema em relação à produtividade, você deve aplicar a manutenção corretiva imediatamente, para evitar problemas maiores em sua empresa ou indústria.

Alguns objetivos para a aplicação desta manutenção em sua fábrica são:

  • Restaurar o equipamento;
  • Evitar falhas piores no futuro;
  • Manter a disponibilidade da operação;
  • Gerar maior controle em relação ao custo da operação, investimento em substituições de peças e o custo de reparos.

Melhores práticas para evitar a manutenção corretiva

Utilize a tecnologia a seu favor.

Hoje em dia, diversas indústrias conseguem monitorar os seus ativos a partir da rede wi-fi, analisando sua produtividade e características.

Com a análise desses dados é possível acompanhar de perto a sua operação e saber qual é o momento exato para tomar uma ação.

Além disso, você terá equipamentos mais confiáveis e disponíveis para alavancar os seus resultados.

Tem interesse neste serviço? Veja os benefícios que o serviço de monitoramento de ativos pode proporcionar para sua indústria!

É importante ter em mente que situações emergenciais sempre vão existir. Por isso, no começo do artigo falamos que a manutenção corretiva nunca vai deixar de existir. O importante é tentar evitá-la ao máximo, reduzindo consideravelmente a probabilidade de algum problema acontecer.

Além disso, ela torna-se imprescindível quando há negligência por parte dos operadores.

Portanto, veja abaixo algumas situações comuns relacionadas a esta negligência:

  • Não substituir peças que já estão gastas;
  • Não aplicar corretamente a lubrificação;
  • Ignorar sons e vibrações incomuns vindas das máquinas;
  • Indiferença em relação às falhas potenciais.

Custo da manutenção corretiva

O custo deste serviço é bem alto e, como já falamos em parte, ele se dá por alguns fatores:

  • Mão de obra ociosa;
  • Atraso na entrega de produtos;
  • Qualidade dos produtos finais;
  • Improdutividade (redução na produção);
  • Tempo inativo devido à falha funcional do produto;
  • Difícil planejamento em relação à carga de trabalho que será necessária para execução do serviço.

Todos esses fatores fazem com que ocorra o lucro cessante que é quando a operação da sua empresa para por alguma falha de equipamento. Assim você fica sem dinheiro para circulação no caixa.

Investir em planos de manutenção pode fazer com que você economize tempo e dinheiro que são utilizados para as ações emergenciais.

De acordo com uma pesquisa da NASA, chamada RCM Guide Reliability-Centered Maintenance Guide, a manutenção corretiva não planejada é em média 5 vezes mais cara que a planejada.

Veja os custos das manutenções no gráfico comparativo abaixo:

Análise gráfico da NASA relacionado aos custos das manutenções corretivas, preventivas, preditivas ao longo dos anos.
RTF: Manutenção corretiva; PdM: Manutenção Preditiva; PM: Manutenção preventiva; PCM: Manutenção Proativa.

Principais motivos de falhas em máquinas e equipamentos

Embora a manutenção corretiva seja de suma importância para qualquer empresa, é inegável que impedir que um equipamento quebre é sempre a opção mais econômica.

Continue a leitura e descubra as principais razões das falhas em máquinas e equipamentos.

Tempo de uso dos componentes

Por melhor que seja a qualidade das peças de uma máquina, no decorrer do tempo o produto tende a se desgastar até que não seja mais capaz de suportar sua operação.

Verificar os componentes de máquinas e equipamentos, com frequência, é um meio de identificar este problema antes que ele aconteça.

Lubrificação insuficiente

Não são poucos os equipamentos que precisam de lubrificação para operar corretamente, caso ela seja negligenciada, suas peças podem se desgastar e apresentar defeitos.

Portanto, é fundamental garantir que equipamentos que precisam de lubrificação a recebam adequadamente.

Fatores externos

Quando pensamos na segurança de uma máquina, também é importante considerar o mundo que a rodeia e os fatores fundamentais para seu funcionamento.

Assim, um funcionário não qualificado, por exemplo, pode danificá-la acidentalmente. E até mesmo oscilações de tensão e temperatura podem causar problemas.

Por este motivo, é necessário dar atenção aos fatores externos aos quais os equipamentos e máquinas estão sujeitos.

Classificação ABC

Ainda que dar atenção a um equipamento antes que ele apresente defeito seja o ideal, é necessário criar critérios para definir os que são prioridade.

Este cuidado é importante, pois garante a funcionalidade dos principais equipamentos produtivos.

Com a finalidade de qualificar a importância de cada equipamento, a classificação os divide em letras, continue lendo e aprenda seu significado.

Tipo A

As máquinas e os equipamentos listados como tipo A são considerados de alta prioridade.

Para receber esta nota, uma falha em seu defeito deve causar danos elevados, sejam eles referentes à produção, à saúde dos funcionários, ao meio ambiente, à lucratividade ou ao conjunto destes fatores.

Levando em consideração possíveis prejuízos, tais equipamentos devem receber maior atenção: sua manutenção deve ser preditiva.

Tipo B

Máquinas e equipamentos enquadrados no tipo B apresentam danos bem mais leves quando comparados aos do tipo A.

Portanto, embora precisem ser monitoradas com cuidado, não exigem o mesmo nível de atenção. Por isso, a manutenção pode ser preventiva.

Tipo C

As máquinas e os equipamentos do tipo C, quando apresentam defeitos e paradas inesperadas não causam grandes prejuízos.

Além disso, eles podem ser trocados com certa facilidade.

Portanto, levando em consideração todos estes fatos, o tipo C é considerado de baixa prioridade e, em uma escala de importância, é melhor que as manutenções corretivas se concentrem nele.

Uma vez que evitar um defeito é mais barato do que fazer reparos complexos, monitorar os equipamentos listados como tipo C também é muito importante.

Vimos ao longo deste artigo que devemos evitar ao máximo a manutenção corretiva não planejada.

Porém, algumas indústrias a utilizam de forma estratégica. E, em alguns casos, as pessoas colocam os redutores a operarem em seu limite de propósito.

Geralmente essas estratégias são utilizadas em redutores e motorredutores que não causam riscos para o meio ambiente e para os funcionários, que possuem peças de qualidade e não interrompem toda a operação.

Além disso, em muitos casos como esses, há peças reservas prontas para serem acionadas.

E como já vimos, em determinados casos a manutenção corretiva pode ajudar ao ser planejada com o intuito de aumentar a vida útil do produto, preservando-o contra falhas funcionais e potenciais.

E aí? Compreendeu o que é a manutenção corretiva e como ela pode ser útil para você?

Então garanta já um serviço de manutenção eficiente em sua operação!

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