Imagem ilustrativa para o post sobre método de análise e solução de problemas (MASP) - Na imagem há 4 mãos de diferentes pessoas, segurando uma peça diferente de um quebra cabeça

PDCA e MASP: As melhores metodologias para solução de problemas

Você sabe o que é método de análise e solução de problemas?

Quem nunca ouviu as frases “Nada é tão bom que não possa melhorar” ou “A cada degrau que você sobe existe um novo para subir”?

As empresas estão sempre em busca de melhorias e métodos que otimizem seus processos, reduzam os desperdícios e aumente os seus lucros.

Portanto, um dos métodos bem difundidos no meio empresarial é o Método de Análise e Solução de Problemas juntamente com o PDCA.

Assim, o Método de Análise e Solução de Problemas é popularmente conhecido como MASP e possui uma origem japonesa.

Esta metodologia de solução de problemas tem oito etapas que são utilizadas tanto na manutenção, como também na melhoria das ações de uma maneira totalmente estruturada, concisa e eficiente.

Já o PDCA é um método de gestão que visa controlar e gerar resultados precisos nas atividades das organizações, é composto por um ciclo de 4 passos que são:

  • Planejar;
  • Desenvolver;
  • Controlar;
  • Agir.

A partir disso, o método de Análise e Solução de Problemas utiliza o PDCA como ferramenta para a resolução de problemas.

Vamos entender um pouco mais sobre o Método de Análise e Solução de Problemas?

O que é o método de análise de solução de problemas?

Como já vimos, o MASP é um método estruturado e sistemático de origem japonesa e a sua criação ocorreu pois os japoneses estavam preocupados com a eficiência produtiva dos engenheiros.

Assim, para solucionar este “problema” eles criaram um roteiro que tinha o objetivo de ajudar e auxiliar os profissionais a ter um padrão em suas atividades, visando a melhoria dos trabalhos realizados.

Portanto, o MASP tem o objetivo de identificar quais são as causas dos problemas e solucioná-las, buscando excelência na execução das atividades.

O que é PDCA?

O Ciclo PDCA também tem o objetivo de solucionar problemas. Além disso, essa ferramenta é muito utilizada para que a empresa ou indústria tenha maior controle da qualidade dos seus processos.

As etapas do ciclo PDCA são:

Planejar

A primeira fase do ciclo, é nela em que todo o projeto de melhoria deve ser planejado. Ou seja, deverá ser analisado e escolhido qual processo, máquina ou atividade requer melhorias.

Lembre-se de analisar processos e equipamentos que possuem um papel crítico nos resultados da indústria.

Fazer

Após planejado chegou a hora de botar a mão na massa!

É aqui que você irá implementar e acompanhar o progresso do projeto planejado.

Checar

Após executado, chegou a hora de avaliar quais foram os resultados obtidos. Assim, você irá analisar se os resultados obtidos foram satisfatórios, esperados ou aquém do que foi imaginado.

Se necessário, faça a reavaliação do plano.

Agir

É neste processo que, em caso de sucesso, você padronizará as atividades da indústria, documentando todas as atividades a fim de tornar todos os processos feitos durante o ciclo PDCA, processos padrão da fábrica.

Relação das 8 etapas do MASP com os 4 passos do PDCA

Ao longo deste artigo vimos que o MASP e o PDCA são ferramentas que buscam a resolução de problemas, seja em processos, máquinas, atividades, etc.

Portanto, com base nisso mostraremos qual a relação entre essas duas ferramentas, identificando onde cada processo do PDCA se encaixa nas etapas do MASP.

Vamos lá?!

1. (P) Identificação

Esta etapa consiste em identificar o problema-oportunidade e elaborar o escopo do projeto.

Portanto, é preciso identificar se a ação deverá ser para corrigir, prevenir ou mesmo para melhorar um desempenho de um determinado produto.

Identificados todos estes problemas chave, cada um deles segue para resolução e aplicação com o MASP de forma isolada.

Assim, juntamente com os responsáveis da empresa é necessário priorizar quais atividades deverão, de fato, seguir em frente com o uso deste método, isto com base nos retornos e ganhos previstos de obtenção.

Como? Com a elaboração de um escopo desta oportunidade-problema e, portanto, do projeto de melhoria, contendo informações como a equipe e áreas envolvidas, o fluxograma do processo envolvido, os indicadores chave para comparação futura, os prazos para entrega e a meta que deverá ser alcançada, por exemplo.

2. (P) Observação

Esta etapa busca levantar o maior número possível de dados e informações sobre o problema. Portanto, fazer este levantamento é crucial para a próxima fase do MASP.

Inclusive, é nesta fase que frequentemente ocorre o ajuste na meta de melhoria estipulada para o projeto, já que somente agora o problema é realmente compreendido.

Assim após coletar e validar os dados e as informações referentes ao problema, é importante avaliá-lo e analisá-lo sob diferentes pontos de observação, com o uso de outras ferramentas, como:

  • Diagrama de Pareto;
  • Diagrama de Dispersão;
  • Histograma;
  • Diagrama de Caixas (Boxplot);
  • Cartas de Controle.

Lembre-se que para trabalhar com dados e informações já existentes é importante avaliar se o sistema de medição e geração de dados é válido e confiável.

3. (P) Análise

Esta etapa tem o propósito de encontrar as causas raízes do problema.

Enquanto na fase anterior o problema era analisado, aqui, as causas raízes dele provenientes serão analisadas.

Para descobri-las e depois priorizá-las, é necessário o uso de ferramentas analíticas e da qualidade como:

  • Brainstorming;
  • Diagrama de Ishikawa;
  • 5 Porquês;
  • FMEA;
  • Diagrama de Pareto;
  • Matriz de Prioridades.

4. (P) Plano de ação

O quarto processo do MASP tem como objetivo elaborar um plano de ação que contenha as soluções que irão resolver o problema encontrado.

Portanto, se na fase anterior as causas raízes foram descobertas e priorizadas, nesta fase, as ideias para solucioná-las serão expostas e, depois, priorizadas com o objetivo de atacar cada uma das causas identificadas.

Nesta etapa algumas ferramentas da qualidade que irão de ajudar são:

  • Brainstorming;
  • Diagrama de Pareto;
  • Matriz de Custos;
  • 5W2H;
  • FMEA;

É importante entender também que o próprio Plano de Ação irá te auxiliar no cumprimento desta tarefa.

5. (D) Ação

Esta etapa é pura execução. Ou seja, é a hora de colocar o plano de ação elaborado na fase anterior em prática!

Como as soluções de melhoria já são conhecidas para combater e eliminar o problema, se torna mais “fácil” atingir as metas e os objetivos com o projeto.

Assim, com base nas ações contidas no plano de ação, os responsáveis pelas tarefas deverão agir conforme o planejamento.

Para avaliar se os prazos de término estão sendo cumpridos por todos os envolvidos, um gráfico de Gantt contido no próprio Plano de Ação pode facilitar este controle.

6. (C) Verificação

Esta etapa possui como propósito comparar o resultado alcançado com o esperado pelas soluções implantadas.

Portanto, não adianta implementar ações recomendadas e não avaliar depois quais foram os resultados obtidos. Logo, o objetivo principal desta fazer é assegurar que os resultados previstos sejam de fato alcançados.

Caso alguma das tarefas compostas no plano de ação não alcance o resultado desejado e esperado, os demais responsáveis deverão avaliar quais foram os motivos que interferiram neste processo, e se podem resolver este impedimento.

A partir disso, algumas ferramentas podem te ajudar nessa etapa, como:

  • Histograma;
  • Carta de Controle.

7. (A) Padronização

Remete-se a padronizar o processo que o problema contemplou.

Portanto, quando você chegar aqui, quer dizer que a meta do projeto já deve ter sido alcançada – pelo menos este foi o objetivo.

Assim, a missão desta fase é assegurar que o cumprimento das novas práticas e métodos de trabalho no processo que o problema abrangeu permaneça inalterável ao longo do tempo.

Ferramentas da qualidade estatísticas e enxutas que irão te ajudar serão:

  • Controle Estatístico de Processos (CEP);
  • Poka-Yoke;
  • Fluxograma;
  • Procedimentos Operacionais Padrão (POP).

8. (A) Conclusão

Esta etapa é atrelada a, finalmente, concluir o projeto, revisando o método empregado e o contexto do problema.

O projeto de melhoria em si já terminou. Portanto, agora resta apenas uma última reunião, onde todos os responsáveis na resolução do problema deverão debater entre si sobre quais são as práticas mais sustentáveis para aplicação da metodologia.

Além disso, na conclusão é importante deixar recomendações sobre projetos futuros que compreendam o mesmo cenário de atuação que este problema esteve envolvido.

Quer aprimorar suas habilidades de resolução de problemas?

Para você aperfeiçoar suas habilidades e competências para resolver um problema, nada melhor que estudar um método eficiente que lhe traga este resultado, correto?

E aí? Ainda tem dúvidas sobre a metodologia MASP e sua relação com o PDCA? Nos conte aqui nos comentários!

Ah e compartilhe esse artigo também com um amigo que tenha interesse em saber mais sobre essa relação da metodologia MASP com o PDCA.

Este artigo foi produzido pela Acoplast Brasil em parceria com a Voitto, uma escola de gestão dedicada a desenvolver a capacidade gerencial de líderes e especialistas em melhoria contínua.

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