PPAP

Entenda melhor o que é PPAP e porque você deve fazer na empresa

Para ter uma produção eficiente, uma indústria precisa ser capaz de utilizar as melhores ferramentas e metodologias a seu favor. Dentre os conhecimentos necessários para se obter sucesso nessa tarefa, entender o que é PPAP e conhecer os benefícios desta metodologia é de suma importância.

Você tem interesse em elevar o padrão de qualidade de sua produção e ter uma relação mais próxima e rentável com seus clientes? Continue a leitura e entenda como o PPAP pode ajudar você nesta tarefa.

O que é PPAP?

O PPAP — ou Processo de Aprovação da Peça de Produção — é uma metodologia criada para garantir os melhores resultados, tanto na área de segurança quanto na de custos, para indústrias. Basicamente, o PPAP estabelece um padrão que as empresas, e seus fornecedores, precisam seguir no desenvolvimento de peças e de novos produtos.

De forma resumida, este processo pode ser descrito da seguinte maneira: primeiro, uma empresa relata para seu fornecedor, com riqueza de detalhes, as características do item que deseja adquirir. Com base nestas informações, o fornecedor realiza uma série de testes e produz uma ampla documentação sobre seus resultados.

Para a empresa interessada em adquirir o produto, a expertise adquirida pelo fornecedor, no processo de testes e produção, funciona como uma garantia de que receberá um produto que atenda a seus padrões de custo e qualidade.

Como o PPAP é aplicado?

Agora que você entende o que é PPAP, é hora de compreender suas características. Para implementar o PPAP, uma indústria deve seguir o Manual APQP-PPAP, que é elaborado pela Automotive Industry Action Group (AIAG). Esse manual estabelece 18 processos fundamentais para o PPAP, continue a leitura e conheça cada um deles.

1. Projeto

Uma cópia do projeto, que contenha todos os seus detalhes, deve ser registrada. Caso o projeto tenha sido elaborado pela empresa cliente, esta cópia deve ser emitida junto a ordem de compra. Se o projeto estiver sob a responsabilidade do fornecedor, a cópia será feita no momento em que o cliente aprovar o produto.

2. Mudanças de engenharia

Caso o projeto sofra mudanças em sua engenharia, estas mudanças devem ser devidamente documentadas e registradas junto a primeira cópia do projeto.

3. Aprovação de engenharia pelos clientes

Caso o cliente solicite, é necessário enviar as peças para que sejam testadas em seu departamento de engenharia. Os resultados dos testes, realizados pelos clientes, são enviados ao fornecedor junto a uma resposta de aprovação ou reprovação.

4. Análise de falhas DFMEA

Entende-se por Modo de Falha do Projeto e a Análise de Efeitos (DFMEA) o conjunto de atividades que visa prever e eliminar defeitos no produto. Para garantir a qualidade do item produzido, é fundamental que esse processo seja realizado com frequência mesmo depois que a aprovação é realizada.

5. Fluxo de processos

Para garantir a eficiência na produção, um diagrama, que contenha todas as etapas produtivas, deve ser criado. Ele precisa incluir até mesmo mudanças e novos componentes, caso eles ocorram.

6. Análise de falhas na produção

Com o diagrama de processos pronto, cada etapa produtiva deve ser analisada pelo cliente e pelo fornecedor em busca de possíveis erros, que podem ocorrer durante a produção. Este procedimento é denominado Modo de Falha do Processo e a Análise de Efeitos (PFMEA).

7. Plano de controle de produção

O plano de controle de produção estuda os resultados do PFMEA, considerando as características do produto, e elabora um conjunto de práticas para manter seu padrão de qualidade.

8. Análise dos sistemas de medidas (MSA)

A finalidade do MSA é gerar uma série de testes nos equipamentos utilizados para a montagem e verificação de qualidade do produto. Seus resultados devem ser devidamente documentados e utilizados durante o processo.

9. Resultados dimensionais

Para garantir que o layout do produto segue as especificações do cliente, um conjunto de amostras deve ser selecionado aleatoriamente e submetido a testes. Os resultados apurados devem ser registrados e incluídos nos relatórios para os clientes.

10. Registros de materiais e testes de performance

Um resumo de todos os testes de verificação do produto deve ser enviado, junto aos certificados dos tipos de materiais utilizados em sua produção, para o cliente. Esse resumo recebe o nome de Plano e Relatório de Verificação do Projeto (DVP & R).

11. Estudos de processo inicial

Com a finalidade de garantir que os processos críticos de fato estão estáveis e seguem de acordo com as projeções iniciais, eles devem ser estudados e mapeados. Faz-se necessário produzir gráficos do SPC (Controle de Processo Estatístico), para facilitar análise de resultados.

12. Documentação de laboratórios

Para que os testes necessários sejam realizados em um determinado laboratório, seja ele de propriedade do cliente, do fornecedor, ou de outra empresa, é necessário que ele tenha as certificações exigidas pela indústria. A documentação dos laboratórios visa reunir estas certificações junto aos documentos do PPAP.

13. Aprovação de aparência

O produto produzido deve passar pela chamada Inspeção de aprovação de aparência (AAI). Neste processo o cliente deve avaliar o produto e verificar se sua aparência corresponde aos requisitos exigidos no projeto.

14. Produção de amostras

Este passo se resume a produzir amostras, do lote inicial do produto, e enviá-las ao cliente. Via de regra, imagens são registradas para indicar onde o cliente e o fornecedor armazenam os itens produzidos.

15. Amostra mestra

Uma determinada amostra do produto, aprovada tanto pelo cliente quanto pelo fornecedor, deve ser guardada e utilizada no treinamento dos operadores e para verificar, em caso de dúvidas sobre outro item, se ele segue os mesmos padrões de qualidade.

16. Elementos para verificações

É necessário criar um relatório, com imagens e diagramas, sobre a operação de todas as ferramentas e equipamentos utilizados na produção do produto. O objetivo deste relatório é orientar os responsáveis pela produção e reduzir possíveis erros durante o processo.

17. Requisitos específicos do cliente

Uma vez que cada cliente tem suas próprias necessidades, é possível registrar requisitos específicos e adicioná-los ao projeto.

18. Certificado de submissão de peça

Por fim, quando os itens produzidos são entregues ao cliente, é necessário enviar junto um relatório que aponte todas as medidas implementadas de acordo com o PPAP.

Quais as principais vantagens auferidas pelo PPAP?

A implementação do PPAP acarreta uma série de benefícios para a indústria, tanto em níveis de produtividade quanto para a qualidade de seus produtos. Entre estes benefícios, podemos citar a redução de custos na cadeia de fornecimento, pois o controle de materiais permite um uso otimizado dos recursos.

É válido ressaltar também que a criação de um padrão de qualidade torna a relação entre a indústria e seus clientes mais clara e confiável, o que tende refletir positivamente em seu caixa, isso graças a elevações no número de vendas.

Embora o PPAP seja uma metodologia inteligente, capaz elevar a escala e a qualidade da produção em uma empresa, ele se baseia em uma série de processos complexos. Por esse motivo, sua implementação só pode ser feita com o auxílio de profissionais especializados no sistema.

Além disso, o sucesso da operação também depende do uso adequado das tecnologias. Por isso, é necessário o investimento em softwares e automação.

Depois de aprender o que é PPAP, você está animado para aplicar o método em sua empresa? Deixe um comentário e compartilhe conosco sua opinião.

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