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Transmissão mecânica: veja como funciona esse processo

Transmissão mecânica é o sistema responsável por transferir a energia mecânica produzida por um motor para as rodas de um veículo, por exemplo. Para realizar sua função, esse sistema conta com uma série de componentes indispensáveis, como o diferencial e a caixa de câmbio.

Mesmo que essa realidade muitas vezes não seja notada, os veículos são componentes indispensáveis para a sociedade e os indivíduos. Afinal, são justamente eles os responsáveis por transportar uma série de itens, que usamos em nosso dia a dia.

Para que eles funcionem, porém, uma série de tecnologias são necessárias. Entre elas, uma das mais importantes é o sistema de transmissão mecânica.

Isso ocorre porque cabe a esse sistema a tarefa de transmitir a energia mecânica, produzida pelo motor, para mover as rodas do veículo.

Você gostaria de aprender mais a respeito da transmissão mecânica e descobrir como ela funciona? Leia o artigo e tenha acesso a esse conhecimento!

O que é transmissão mecânica?

De um modo resumido, podemos definir a transmissão mecânica como um sistema desenvolvido com a finalidade de transmitir a energia mecânica, produzida pelo motor, até as rodas do veículo.

Além disso, utilizando as marchas, o sistema é capaz de regular a intensidade, com que essa energia é transmitida para as rodas. Energia que, por sua vez, recebe o nome de torque.

É importante ressaltar que não existe um único modelo de transmissão mecânica. De acordo com as necessidades, e opções do motorista, esse sistema pode variar entre diversos tipos. No Brasil, porém, dois modelos costumam ser utilizados com maior frequência. São eles a transmissão manual e a automática.

Continue a leitura e descubra suas principais características!

Sistema de transmissão manual

O sistema de transmissão mecânica manual é o mais adotado pelos veículos no Brasil. Isso acontece porque esse tipo de transmissão tem um projeto menos complexo. O que abre espaço para que os reparos, quando eles se fizerem necessários, sejam mais baratos e menos demorados. O que inclui até mesmo a troca de peças.

Basicamente, a transmissão manual faz uso da embreagem e do câmbio para administrar a rotação do motor, o que permite que o motorista reduza a potência, quando isso é necessário, e também que a aumente, nos momentos em que mais torque é importante.

Sistema de transmissão automática

No sistema de transmissão mecânica automática, por sua vez, o próprio sistema é responsável por mudar a marcha do veículo, o que torna desnecessário um pedal de embreagem.

Outro ponto relevante, que indica uma enorme diferença entre os tipos de transmissão mecânica, pode ser visto em seu câmbio. Isso ocorre porque cada tipo de transmissão conta com comandos próprios para executar a alteração de marchas.

Os comandos em questão são os seguintes:

  • reverse (R): marcha ré, via de regra é acionada por um botão;
  • parking (P): adiciona o bloqueio das rodas responsáveis pela tração;
  • neutral (N): deixa o automóvel no ponto morto;
  • drive (D): opção responsável por fazer o automóvel se locomover em frente.

Quais são os componentes desse sistema?

O sistema de transmissão mecânica é composto por uma série de dispositivos, cada um deles projetado para garantir a máxima eficiência na realização de suas tarefas.

Embreagem

Não é um exagero dizer que a embreagem é a peça principal do sistema de transmissão, afinal, o dispositivo é o grande responsável por conectar o motor às rodas e a troca de marchas só é possível graças a ele.

Essa peça pode ser descrita como uma dupla de discos em que um disco exerce pressão sobre o outro. O primeiro disco está conectado ao motor. O segundo, por sua vez, faz parte dos dispositivos que levam a energia mecânica, produzida pelo motor, até as rodas.

Quando o pedal da embreagem é pressionado, a pressão entre os discos é interrompida e, momentaneamente, a transmissão de energia deixa de ocorrer. Esse procedimento é fundamental para que a troca de marchas seja feita.

Nos veículos que trabalham com a transmissão automática, porém, o procedimento é realizado de forma autônoma pelo conversor de torque.

Caixa de câmbio

A caixa de câmbio é o componente responsável por agrupar as engrenagens, ou as polias, necessárias para que a troca de marchas seja realizada. Nos automóveis em que a troca das marchas é feita manualmente, ele também comporta a alavanca de câmbio, o item responsável por mover as engrenagens, ou polias, e assim modificar as marchas.

Diferencial

Depois da embreagem, podemos dizer que o diferencial é um dos dispositivos mais importantes de uma transmissão mecânica. A peça pode ser descrita como um agrupamento de engrenagens responsável por dividir a potência, produzida pelo motor, entre as rodas de um veículo.

É interessante ressaltar que o diferencial é capaz de administrar a energia mecânica, produzida pelo motor, o que permite que as rodas do veículo se movam em velocidades diferentes, de acordo com a quantidade de energia em que recebem. Uma função fundamental para manter o automóvel sobre controle, principalmente nas curvas.

Semieixo

Essa peça é semelhante a uma barra de metálica, em que as duas pontas são articuladas pelas chamadas juntas homocinéticas. Seu objetivo é conectar o diferencial às rodas do veículo, transmitindo assim para elas a energia fornecida pelo motor.

É necessário salientar, porém, que nos veículos que trabalham com a tração nas quatro rodas, ou tem o motor instalado em parte traseira, esse sistema é diferente. No caso desses veículos, existe um eixo, conhecido como Cardan, sua finalidade é fazer a ligação entre o câmbio e o diferencial.

Elementos de transmissão mecânica

Os componentes do sistema de transmissão são muito importantes, mas eles precisam contar com outros elementos para que a transmissão da energia, produzida pelo motor, seja transmitida de forma eficiente.

Entre as funções destes elementos, podemos citar a tarefa de manter o funcionamento adequado, de máquinas e equipamentos industriais, garantindo assim o seu rendimento. Continue a leitura e descubra como eles funcionam!

Acoplamentos

Os acoplamentos podem ser descritos como dispositivos cujo a função é conectar duas máquinas, ou sistemas, diferentes, permitindo que o torque seja transmitido entre eles quando ocorre o acionamento.

Por meio dos acoplamentos, a energia pode ser transmitida de um modo mais eficiente, evitando assim problemas como vibrações e os impactos negativos acarretados por choques. Para que estes benefícios sejam alcançados, porém, é necessário que os acoplamentos estejam devidamente alinhados.

Motoredutores

Os motoredutores são elementos de transmissão mecânica compostos por uma engrenagem de redução conectada a um motor elétrico.

Eles têm a capacidade de reduzir a velocidade de rotação dos dispositivos acionadores, viabilizando assim uma produção de torque eficiente, otimizando a transmissão de potência para os demais componentes do sistema.

Redutores de velocidade

Assim como os motoredutores, os redutores de velocidade tem a função de diminuir a velocidade do sancionador. A grande diferença entre os dois dispositivos se encontra no fato de que o redutor não está conectado a um motor elétrico.

Quando a velocidade de rotação do acionador cai, o torque produzido aumenta, o que é necessário para que a potência seja transmitida de um modo eficiente. Além disso, essa redução também é necessária para que a força, usada pela máquina, seja alterada.

Levando esses fatos em consideração, é fácil perceber porque os motoredutores e redutores são tão vitais para a operação de uma indústria!

A importância da eficiência energética

A eficiência energética pode ser encarada como um indicador capaz de apontar o quão bem uma organização está usando a energia que está a sua disposição. No caso do sistema de transmissão mecânica, ele pode indicar se a energia mecânica, produzida pelo motor, de fato está sendo enviada de um modo inteligente aos demais componentes do sistema.

Uma vez que a transmissão inadequada de energia pode reduzir a qualidade da produção do maquinário, e em alguns casos, até mesmo danificar seus componentes, a indústria deve garantir que o processo ocorra do modo mais eficiente possível.

Acoplamentos e correias desalinhadas

Entre os fatores que mais relevantes, quando pensamos em problemas na transmissão de energia mecânica, os desalinhamentos nos acoplamentos e nas correias têm destaque. Isso acontece porque, quando estes componentes estão desalinhamentos, eles tendem a gerar atritos e vibrações que acabam dissipando a energia produzida.

É importante levar em consideração que a incidência destes atritos e vibrações podem afetar os demais componentes do sistema, reduzindo sua vida útil.

Por esses motivos, é necessário que o time de técnicos instale tanto os acoplamentos quanto as correias corretamente, e que os verifiquem com frequência, para garantir que seu alinhamento se mantém.

Lubrificação

É importante levar em consideração que peças, como engrenagens e rolamentos, recebem atritos de forma constante durante a sua operação. Uma condição que, ao longo do tempo, tende a fazer com que elas sofram com danos e avarias.

Felizmente, esse problema é atenuado por meio da lubrificação industrial com óleos e graxas específicos. A grande questão é que, quando essa lubrificação é insuficiente, ou é realizada com produtos inadequados, ou contaminados, sua eficiência é reduzida.

Portanto, é necessário que os técnicos tomem os devidos cuidados durante a lubrificação dos componentes do sistema de transmissão mecânica. Além disso, assim como ocorre com o alinhamento de acoplamentos e correias, a lubrificação de peças como rolamentos e engrenagens deve ser verificada em espaços de tempo previamente estabelecidos.

Como funciona a transmissão mecânica?

Embora as peças que compõem o sistema de transmissão sejam complexas, seu funcionamento, em conjunto, pode ser descrito de modo simples.

Assim que a partida é dada em um veículo, o pedal da embreagem deve ser pressionado, o que desliga momentaneamente o fluxo de energia mecânica do motor para o diferencial. Nesse momento, a marcha é utilizada para definir a potência que as rodas devem receber.

Quando a pressão sobre a embreagem termina, o diferencial distribui a potência para as rodas, isso por meio do semieixo, segundo o comando da marcha. Então, as rodas finalmente recebem a energia mecânica e começam a girar.

Por fim, é válido ressaltar que, para que um veículo funcione de forma eficiente e segura, o sistema de transmissão precisa estar em boas condições. Por esse motivo, é importante que o veículo passe pelos serviços de manutenção, seguindo as orientações prestadas por seu fabricante.

Leia este artigo e descubra como realizar a manutenção preventiva e preditiva na transmissão mecânica!

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